Nara e Luís Henrique

Nara e Luís Henrique

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O espectáculo que se apresentava à ela, inspirou-lhe imediatamente imensa alegria. Em torno dela erguiam-se as paredes atapetadas de jóias, todas mais brilhantes umas do que as outras. Reconheceu primeiramente as verdes esmeraldas, cujos reflexos inundavam uma parte da gruta; depois os rubis, bem ao lado, cujo brilho vermelho púrpura rivalizava delicadamente com o azul profundo das safiras e o azul esverdeado das águas marinhas. Destas paredes cristalinas emanava uma espécie de força magnética irresistível, e a jovem sentia-se transportada, sem querer, de uma a outra. Demorou-se algum tempo junto dos topázios, admirando ora o azul translúcido de uns e depois o aspecto melífluo dos outros. Um pouco mais longe, havia alguns de cor castanha e pareceu-lhe que faziam parte da mesma família. Retrocedendo, descobriu ainda, bem no alto, mais tímida mas igualmente misteriosa, a pedra lunar em seu brilho leitoso; levantando a cabeça mais um pouco, descobriu num estremecimento de êxtase, que o teto inteiro estava também, atapetado de jóias. Havia ali, principalmente, ametistas e Rosália ficou fascinada durante algum tempo por aquelas pontas lilases, violetas e às vezes quase rosadas, como um tapete de veludo reluzente. Como se fosse arrancada de sua contemplação, a princesa sentiu-se de repente atraída por uma zona azul-noite respingada de lantejoulas douradas; pareceu-lhe que devia ser o reino do lápis-lazúli. O tempo havia parado há muito para Rosália e ela esquecera totalmente seu querido jardim. Nem por um segundo preocupou-se de ter deixado os seus es de saber onde se encontrava exactamente. Sentia-se tão bem nesta gruta misteriosa que lhe parecia encontrar-se no Paraíso

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