Nara e Luís Henrique

Nara e Luís Henrique

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mas naquele dia a princesa não reconheceu seu canto de jardim. Tudo havia sido devastado. As rosas cortadas e pisoteadas, as hastes quebradas, as folhas esmagadas e o tronco cortado. Diante de espectáculo tão desolador, a jovem rompeu em soluços, com o coração partido. Só podia ser obra de suas irmãs malvadas. Mas seu pranto de nada adiantaria, o mal estava feito. Por muito tempo, a jovem permaneceu curvada sobre si mesma, desesperada. Parecia-lhe haver perdido o que de mais belo havia no mundo e que nunca nada a consolaria da morte de sua roseira, quando de repente, seu olhar foi atraído por algo brilhante, meio recoberto pelas folhas esmigalhadas. O apelo era mais forte que seu desgosto e, como que empurrada, sem querer para aquela coisa, aproximou-se e pôs-se a afastar as folhas que a escondiam. Era uma ponta de cristal, ainda enterrada pela metade na terra, extraordinariamente cintilante, como ela nunca vira.

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