Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.
Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado.
O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação, certificando-se que o animal não se havia machucado.
Mas, pela dificuldade e alto custo para retirá-lo do fundo do poço, achou que não valia a pena investir na operação de resgate.
Tomou, então, a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo.
E assim foi feito: os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo.
Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, os animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.
Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que, finalmente, conseguir sair.
Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo, fielmente, a seu dono na fazenda.
Se você estiver "lá embaixo", sentindo-se pouco valorizado, quando, certos de seu "desaparecimento", os outros jogarem sobre você a "terra da incompreensão, da falta de oportunidade e de apoio", lembre-se desta história.
Não aceite a terra que jogaram sobre você, sacuda-a e suba sobre ela.
E quanto mais jogarem, mais você vai subindo... subindo... subindo ...
Nara e Luís Henrique
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Energia Reiki
REIKI EM PESSOAS.
Somente devemos estender REIKI com o consentimento de quem vai receber. Trata-se de respeitar e dar liberdade ao outro de aceitar ou não. Mesmo sabendo que podemos fazer bem ao outro, devemos consulta-lo e aceitar possíveis negativas.
NOVA ERA REIKI LUZ obteve os melhores resultados, e por isso adotou um método próprio para estender REIKI. Este método consiste em vinte e uma aplicações quando utilizado o primeiro nível do REIKI, ou seja, com toque suave de mãos na pessoa que recebe. As sessões são, desde o início, com duração de uma hora, e espaçadas uma das outras em uma semana.
Pessoas podem ser resistentes a receber. Pensamos duas vezes, se alguém na rua nos estende um sorvete, quanto a se devemos receber ou não. É natural pensarmos no que a pessoa possa querer em troca. Criamos resistências a tudo o que é novo. Assim, é natural que estas resistências aconteçam também no REIKI.
Deste modo, a cura vai acontecer na medida em que a pessoa a quem estendemos REIKI permitir receber.
REAÇÕES:
Durante os tratamentos, embora não seja comum a todas as pessoas, ocorreram casos em que aconteceram afloramentos de dores físicas, emoções e lembranças geradoras de traumas e bloqueios.
Estas possibilidades são perfeitamente explicáveis. Quando temos um ambiente escuro, não percebemos pontos de sujeira, devido à ausência de luz em seu interior. REIKI é Luz. Estende a Luz nos pontos escuros com o propósito de que aquela sujeira que causa danos à nossa saúde seja percebida e retirada a tempo. Isto é cura. Quando menino, por várias vezes tive espinhos encravados em meu pé. Minha atitude sempre foi de correr até minha mãe, chorando. No entanto, quando ela se propunha a retirar o espinho, eu corria em direção contrária à que ela estava.
Ora, sabemos que o espinho causa dor ao encravar na carne. Sabemos que causa dor ao ser retirado. Sabemos que se não for retirado , o organismo tentará encobrir o espinho, tornando possível a convivência. Sabemos também que um espinho na carne é um elemento estranho e pode causar uma infecção se não for tratado. Sabemos que se ele permanecer aí por muito tempo, pode ser até que nem nos lembremos mais de sua existência e, no entanto pode causar uma infecção generalizada, a ponto de nos conduzir à morte física, sem que possamos localizar a origem da infecção.
Os espinhos que guardamos e encobrimos , provenientes de traumas emocionais, físicos e mentais podem estar nos causando dano agora, sem que nos demos conta do que está acontecendo. Mágoas, ressentimentos, culpas, provenientes de erros, causados por atos, pensamentos, palavras, omissões, são como espinhos cravados na carne, os quais tentamos esconder de nós mesmos.
Fazemos isto pelo medo de que, ao retira-los, isto nos possa causar dor. A mãe sabe que, retirando o espinho somente nos pode causar alívio, paz interior, libertação de nossos sofrimentos e a conquista da alegria inerente à criança. Sabe que o sofrimento é um erro, que a causa precisa ser dissolvida. No REIKI, tais fatos acontecem para que os espinhos possam ser retirados e dissolvidos, proporcionando assim a grande oportunidade da cura.
Em tais processos, constantemente, somos conduzidos, pela compreensão, ao perdão. Perdão a nós mesmos, pelo que fizemos, ou pelo que não fizemos. Pelo que falamos, ou pensamos, ou pelo que nos omitimos. Perdão aos outros, dando e recebendo o perdão.
“PERDOAI, ASSIM COMO PERDOAMOS”
Assim as desarmonias são extintas. Doenças são desarmonias. A saúde então é recuperada.
“VAI PRIMEIRO RECONCILIAR-TE COM TEU IRMÃO”[JESUS].
Houveram questionamentos de pessoas que recebem REIKI, tais como:
“- Antes do REIKI estava bem. Devo ter pego algo de quem estendeu o REIKI em mim.”
Isto não é possível. Ninguém pode passar algo a você. Se apareceu algo aí, é porque aí já estava. Pode ser que você não o tenha percebido. Quantas pessoas saudáveis vão fazer exames médicos e descobrem que tem câncer após a divulgação dos exames? Seria por acaso que o médico colocou a doença ali?
Outras vezes aconteceram questionamentos idênticos de pessoas que estendem REIKI.
“- Eu estava bem antes do REIKI, e depois não me senti mais tão bem. Será que a pessoa estava muito mal e passou algo para mim?”
Outra vez “NÃO”.
A LUZ ELIMINA A ESCURIDÃO POR ILUMINAÇÃO, NÃO POR ABSORÇÃO.
É possível que quando a pessoa que está aplicando REIKI também não está curada, apareça também nela o que estava obscuro até então.
Temos que olhar no entanto a cura, e não os desconfortos transitórios inerentes ao processo. Por vezes o REIKI pode não produzir a cura física, no entanto, atua na cura da mente, produz relaxamento das tensões, dissolve o stress, é eficaz em estados depressivos, ansiedade e pânico, e muitas outras. O REIKI gera calma, amor e paz profunda.
Somente devemos estender REIKI com o consentimento de quem vai receber. Trata-se de respeitar e dar liberdade ao outro de aceitar ou não. Mesmo sabendo que podemos fazer bem ao outro, devemos consulta-lo e aceitar possíveis negativas.
NOVA ERA REIKI LUZ obteve os melhores resultados, e por isso adotou um método próprio para estender REIKI. Este método consiste em vinte e uma aplicações quando utilizado o primeiro nível do REIKI, ou seja, com toque suave de mãos na pessoa que recebe. As sessões são, desde o início, com duração de uma hora, e espaçadas uma das outras em uma semana.
Pessoas podem ser resistentes a receber. Pensamos duas vezes, se alguém na rua nos estende um sorvete, quanto a se devemos receber ou não. É natural pensarmos no que a pessoa possa querer em troca. Criamos resistências a tudo o que é novo. Assim, é natural que estas resistências aconteçam também no REIKI.
Deste modo, a cura vai acontecer na medida em que a pessoa a quem estendemos REIKI permitir receber.
REAÇÕES:
Durante os tratamentos, embora não seja comum a todas as pessoas, ocorreram casos em que aconteceram afloramentos de dores físicas, emoções e lembranças geradoras de traumas e bloqueios.
Estas possibilidades são perfeitamente explicáveis. Quando temos um ambiente escuro, não percebemos pontos de sujeira, devido à ausência de luz em seu interior. REIKI é Luz. Estende a Luz nos pontos escuros com o propósito de que aquela sujeira que causa danos à nossa saúde seja percebida e retirada a tempo. Isto é cura. Quando menino, por várias vezes tive espinhos encravados em meu pé. Minha atitude sempre foi de correr até minha mãe, chorando. No entanto, quando ela se propunha a retirar o espinho, eu corria em direção contrária à que ela estava.
Ora, sabemos que o espinho causa dor ao encravar na carne. Sabemos que causa dor ao ser retirado. Sabemos que se não for retirado , o organismo tentará encobrir o espinho, tornando possível a convivência. Sabemos também que um espinho na carne é um elemento estranho e pode causar uma infecção se não for tratado. Sabemos que se ele permanecer aí por muito tempo, pode ser até que nem nos lembremos mais de sua existência e, no entanto pode causar uma infecção generalizada, a ponto de nos conduzir à morte física, sem que possamos localizar a origem da infecção.
Os espinhos que guardamos e encobrimos , provenientes de traumas emocionais, físicos e mentais podem estar nos causando dano agora, sem que nos demos conta do que está acontecendo. Mágoas, ressentimentos, culpas, provenientes de erros, causados por atos, pensamentos, palavras, omissões, são como espinhos cravados na carne, os quais tentamos esconder de nós mesmos.
Fazemos isto pelo medo de que, ao retira-los, isto nos possa causar dor. A mãe sabe que, retirando o espinho somente nos pode causar alívio, paz interior, libertação de nossos sofrimentos e a conquista da alegria inerente à criança. Sabe que o sofrimento é um erro, que a causa precisa ser dissolvida. No REIKI, tais fatos acontecem para que os espinhos possam ser retirados e dissolvidos, proporcionando assim a grande oportunidade da cura.
Em tais processos, constantemente, somos conduzidos, pela compreensão, ao perdão. Perdão a nós mesmos, pelo que fizemos, ou pelo que não fizemos. Pelo que falamos, ou pensamos, ou pelo que nos omitimos. Perdão aos outros, dando e recebendo o perdão.
“PERDOAI, ASSIM COMO PERDOAMOS”
Assim as desarmonias são extintas. Doenças são desarmonias. A saúde então é recuperada.
“VAI PRIMEIRO RECONCILIAR-TE COM TEU IRMÃO”[JESUS].
Houveram questionamentos de pessoas que recebem REIKI, tais como:
“- Antes do REIKI estava bem. Devo ter pego algo de quem estendeu o REIKI em mim.”
Isto não é possível. Ninguém pode passar algo a você. Se apareceu algo aí, é porque aí já estava. Pode ser que você não o tenha percebido. Quantas pessoas saudáveis vão fazer exames médicos e descobrem que tem câncer após a divulgação dos exames? Seria por acaso que o médico colocou a doença ali?
Outras vezes aconteceram questionamentos idênticos de pessoas que estendem REIKI.
“- Eu estava bem antes do REIKI, e depois não me senti mais tão bem. Será que a pessoa estava muito mal e passou algo para mim?”
Outra vez “NÃO”.
A LUZ ELIMINA A ESCURIDÃO POR ILUMINAÇÃO, NÃO POR ABSORÇÃO.
É possível que quando a pessoa que está aplicando REIKI também não está curada, apareça também nela o que estava obscuro até então.
Temos que olhar no entanto a cura, e não os desconfortos transitórios inerentes ao processo. Por vezes o REIKI pode não produzir a cura física, no entanto, atua na cura da mente, produz relaxamento das tensões, dissolve o stress, é eficaz em estados depressivos, ansiedade e pânico, e muitas outras. O REIKI gera calma, amor e paz profunda.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Uma linda história chinesa
O Pote Rachado
Um carregador de água na china levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos. Diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.
- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê? Perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser de jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa.
MORAL DA HISTÓRIA: Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças. Lembremo-nos sempre.
Um carregador de água na china levava dois potes grandes, ambos pendurados em cada ponta de uma vara a qual ele carregava atravessada em seu pescoço.
Um dos potes tinha uma rachadura, enquanto o outro era perfeito e sempre chegava cheio de água no fim da longa jornada entre o poço e a casa do chefe; o pote rachado chegava apenas pela metade. Foi assim por dois anos. Diariamente, o carregador entregando um pote e meio de água na casa de seu chefe.
Claro, o pote perfeito estava orgulhoso de suas realizações. Porém, o pote rachado estava envergonhado de sua imperfeição, e sentindo-se miserável por ser capaz de realizar apenas a metade do que ele havia sido designado a fazer. Após perceber que por dois anos havia sido uma falha amarga, o pote falou para o homem um dia à beira do poço.
- Estou envergonhado, e quero pedir-lhe desculpas.
- Por quê? Perguntou o homem. - De que você está envergonhado?
- Nesses dois anos eu fui capaz de entregar apenas a metade da minha carga, porque essa rachadura no meu lado faz com que a água vaze por todo o caminho da casa de seu senhor. Por causa do meu defeito, você tem que fazer todo esse trabalho, e não ganha o salário completo dos seus esforços, disse o pote.
O homem ficou triste pela situação do velho pote, e com compaixão falou:
- Quando retornarmos para a casa de meu senhor, quero que percebas as flores ao longo do caminho.
De fato, à medida que eles subiam a montanha, o velho pote rachado notou flores selvagens ao lado do caminho, e isto lhe deu certo ânimo. Mas ao fim da estrada, o pote ainda se sentia mal porque tinha vazado a metade, e de novo pediu desculpas ao homem por sua falha. Disse o homem ao pote:
- Você notou que pelo caminho só havia flores no seu lado. Eu ao conhecer o seu defeito, tirei vantagem dele. E lancei sementes de flores no seu lado do caminho, e cada dia enquanto voltávamos do poço, você as regava. Por dois anos eu pude colher flores para ornamentar a mesa de meu senhor. Sem você ser de jeito que você é, ele não poderia ter esta beleza para dar graça à sua casa.
MORAL DA HISTÓRIA: Cada um de nós temos nossos próprios e únicos defeitos. Todos nós somos potes rachados. Porém, se permitirmos, o Senhor vai usar estes nossos defeitos para embelezar a mesa de Seu Pai. Na grandiosa economia de Deus, nada se perde. Nunca deveríamos ter medo dos nossos defeitos. Se os reconhecermos, eles poderão causar beleza. Das nossas fraquezas, podemos tirar forças. Lembremo-nos sempre.
Deus tudo vê!
O nosso Deus é Onisciente, Onipotente, Onipresente. Ele sabe todas as coisas sobre todas as pessoas, tem o poder sobre tudo e todos e está presente em todo tempo e em todo o lugar. Davi, no salmo 139, fala desse imenso poder de nosso Criador. No verso 7 ele questiona: “Para onde irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da Tua face?” É sobre esse reconhecimento da grandeza do poder do nosso Deus que iremos meditar. Muitas pessoas vivem suas vidas da forma que acham que deve ser, mas a Palavra de Deus nos dá regras para serem obedecidas. Tem gente que odeia ler ou ouvir mensagens que falam sobre o dever que temos diante de Deus. Esbravejam, afirmando que vivemos na Graça de Deus e que regras são coisas passadas, pois Jesus já nos libertou. Realmente, Jesus já nos libertou, mas não eram as regras de Deus que nos prendiam, não eram elas que nos faziam escravos para precisarmos de libertação. O que nos prendia era o pecado e sua força destruidora agindo na nossa natureza por ele corrompida, fazendo com que estivéssemos em prisões e afastados da comunhão com Deus. Foi para isso que Jesus veio ao mundo, para nos salvar e libertar do poder do pecado. O nosso Deus é grande em poder, tudo foi feito por Ele e para Ele são todas as coisas, inclusive a minha e a sua existência. Davi, nesse salmo, reconhece o poder e a soberania de nosso Deus, reconhece que não tem como fugir dos olhos daquele que criou todas as coisas. Tentar se esconder de Deus seria loucura. Imagine um menininho levado que acabou de fazer uma travessura. Assustado com o erro sai correndo e se esconde em qualquer lugar para escapar da punição. Com Deus não dá para agir assim , pois antes de praticarmos o pecado, Deus já conhece a intenção do nosso coração. Aos olhos do nosso Deus não há lugar secreto, não há esconderijo perante os olhos do Senhor, pois Ele tudo vê! O nosso Deus não é surpreendido por coisas inesperadas e nem se sente confuso diante das decisões que deve tomar, Ele é o Todo Poderoso. Sabe a mentirinha que de vez em quando você conta, às vezes tão bem, que seria capaz de enganar até a máquina da verdade? Deus vê. Sabe quando você é tentado a agir, desonestamente, roubando alguma coisa, seja o que for, desde de uma caneta até um alto valor em dinheiro? Deus vê. E quando você deseja a mulher do próximo, ainda que ninguém veja ou perceba isso? Deus vê. Quando sua mente é tomada por maus pensamentos, impuros e maldosos? Deus vê. A falta de respeito com as autoridades? Deus vê. Quando sua mãe ou pai choram por sentirem sua falta de carinho? Deus vê. Quando você passa em frente a uma loja e vê “aquela roupa” que vai deixar todo mundo morrendo de inveja de você no culto domingo à noite, e mesmo que for para sujar o nome, você compra? Deus vê. Quando sozinha você entra em sites inconvenientes e age como uma prostituta? Deus vê. E se for usar a Internet para fazer o mal, mesmo enganando a todo mundo? Deus vê. Quando fala mal de um irmão? Deus vê. E se falar mal do Pastor? Deus vê. E se você matar alguém e fugir? Deus está vendo e sabe até onde você irá se esconder, ainda que nem você saiba para onde ir - pois o nosso Deus é Onisciente e sabe todas as coisas, antes até que elas existam. Sabe aquele erro que você cometeu hoje? Deus viu. E quando arrependido você chorou? Deus viu. Sabe quando o seu coração está quebrado e angustiado pelas lutas da vida? Deus vê. E quando dobra seus joelhos, sozinho em seu quarto? Deus vê. E a oração daqueles que o buscam? Ele ouve. Quando as palavras não tem sentido e seu clamor se forma em lamentos profundos da alma que se derrama em lágrimas? Deus vê. Quando uma mão cansada se levanta rendendo-se perante o amor e o perdão de Deus? Ele vê e a segura. Quando o seu coração alegre louva a Deus? Ele vê. Quando você vê alguém em pecado, precisando se arrepender e ser salvo? Deus quer que você tenha a atitude de anunciar a essa pessoa a mensagem do evangelho. Quando você sabe o certo e faz errado? Deus vê. E quando sabendo o certo é tentado a errar, mas resistindo ao mal, insiste em ser fiel ao Senhor? Deus vê. Quando para você o mais importante é obedecer a Deus e a Sua palavra? Ele vê. Guarde em seu coração e medite todos os dias antes de tomar qualquer atitude, esta palavra poderosa que está em Hb 4.13: “Não há criatura alguma encoberta diante dEle; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos dAquele com quem temos de tratar”. Agora mesmo, Deus está vendo você e a mim também. DEUS TUDO VÊ!
terça-feira, 10 de agosto de 2010
saudações a todos os irmãos da terra, eu sou o arcanjo rafael
Estamos focalizando nossas energias na Terra neste momento de transição tão importante. Suas meditações e orações para a paz, harmonia e equilíbrio são muito úteis. Isto ajuda a estabilizar as energias. Saibam que muito está sendo feito, que nenhum esforço feito por qualquer pessoa na Terra ou fora dela ficará sem recompensa. Estejam certos de que tudo está bem. Equipes de seres espirituais estão guiando os acontecimentos na direção do Mais Divino. Não tenham medo, o que vocês estão testemunhando de perto ou de longe é uma grande lição que somente pode ser compreendida a partir da dimensão espiritual. Aqueles que estão no meio da elevação estão se juntando em uma comunidade. As almas estão se conectando umas às outras através de suas dores, aflições e estão se alcançando para se abraçar.
Nós, os anjos, estamos observando, ajudando, confortando. Toda essa disputa pelo poder no fundo da consciência humana em todas essas áreas geográficas ...deve ser retirada e mandada embora...antes que possa haver o que vocês chamam paz. Nunca haverá paz completa, mas o que vocês consideram a paz da maioria.
Remanescentes dos velhos alicerces estão sendo derrubados...mais ainda devem ser completamente removidos. Isto está nas mãos dos trabalhadores da Luz que se ofereceram como voluntários para esta missão de grande valor. Estejam conscientes, meus amados, de que vocês são testemunhas e estão recebendo os impactos daquilo que vocês ouvem, vêem e sentem. Ancorando sua própria luz e paz e mantendo-as de maneira firme, vocês estão prestando um serviço maior para vocês mesmos e para a humanidade. A humanidade está sendo curada por mim e pelos meus, lentamente, pouco a pouco, à medida que o condicionamento da antiga maneira de pensar está sendo liberado. Somente então as Ondas de Luz...que vem do Santíssimo através de mim, serão introduzidas na Terra e na consciência da humanidade. Estejam conscientes, não é apenas a humanidade, mas as memórias da Terra, que tem necessidade de cura.
Permaneçam na Paz e no Amor, isso será bom para vocês.
Arcanjo Rafael
Nós, os anjos, estamos observando, ajudando, confortando. Toda essa disputa pelo poder no fundo da consciência humana em todas essas áreas geográficas ...deve ser retirada e mandada embora...antes que possa haver o que vocês chamam paz. Nunca haverá paz completa, mas o que vocês consideram a paz da maioria.
Remanescentes dos velhos alicerces estão sendo derrubados...mais ainda devem ser completamente removidos. Isto está nas mãos dos trabalhadores da Luz que se ofereceram como voluntários para esta missão de grande valor. Estejam conscientes, meus amados, de que vocês são testemunhas e estão recebendo os impactos daquilo que vocês ouvem, vêem e sentem. Ancorando sua própria luz e paz e mantendo-as de maneira firme, vocês estão prestando um serviço maior para vocês mesmos e para a humanidade. A humanidade está sendo curada por mim e pelos meus, lentamente, pouco a pouco, à medida que o condicionamento da antiga maneira de pensar está sendo liberado. Somente então as Ondas de Luz...que vem do Santíssimo através de mim, serão introduzidas na Terra e na consciência da humanidade. Estejam conscientes, não é apenas a humanidade, mas as memórias da Terra, que tem necessidade de cura.
Permaneçam na Paz e no Amor, isso será bom para vocês.
Arcanjo Rafael
Já é noite! Como o tempo passou!...
...Quando você se levantou pela manhã, eu já havia preparado o Sol para aquecer o seu dia e o alimento para a sua nutrição... Sim, eu providenciei tudo isso enquanto vigiava e guardava o seu sono, a sua família, a sua casa. Esperei pelo seu "Bom Dia". Mas você se esqueceu... Bem, você parecia ter tanta pressa que eu perdoei. O Sol apareceu, as flores deram o seu perfume, a brisa da manhã o(a) acompanhou e você nem pensou que eu é que havia preparado tudo para você. Seus familiares sorriram, seus colegas o(a) saudaram, você trabalhou, estudou, viajou, realizou negócios, alcançou vitórias, mas... você nem percebeu, eu estava cooperando com você e mais teria ajudado se você tivesse me dado uma chance. Eu sei, você corre tanto...eu te perdoei. Você leu bastante, ouviu muita coisa, viu mais ainda e não teve tempo de ler ou ouvir a minha palavra. Eu quis falar, mas você não parou para ouvir. Eu quis até aconselha- lo(a), mas você nem pensou nessa possibilidade. Seus olhos, seus pensamentos, seus lábios, seriam melhores. O mal seria menor e o bem seria muito maior em sua vida. A chuva que caiu à tarde - foram minhas lágrimas por sua ingratidão, mas foram também a minha benção sobre a terra para que não lhe falte o pão e a água. Você trabalhou, ganhou dinheiro, que não foi mais porque você não me deixou ajudar. Mais uma vez, você se esqueceu de mim. Esqueceu que eu desejo sua participação no meu Reino, com sua vida, seu tempo, seus talentos e seu dinheiro também.
Findou o seu dia. Você voltou para casa. Mandei a lua e as estrelas tornarem a noite mais bonita para lembrar- lhe do meu Amor por você. Certamente agora você vai dizer um "Obrigado" e "Boa Noite"... Psiu... está me ouvindo?... Já dormiu... Que pena! Durma bem. Eu ficarei velando por você.
JESUS
Findou o seu dia. Você voltou para casa. Mandei a lua e as estrelas tornarem a noite mais bonita para lembrar- lhe do meu Amor por você. Certamente agora você vai dizer um "Obrigado" e "Boa Noite"... Psiu... está me ouvindo?... Já dormiu... Que pena! Durma bem. Eu ficarei velando por você.
JESUS
sábado, 7 de agosto de 2010
Haja o que Houver eu estarei sempre com voce
Na Romênia, um homem dizia sempre a seu filho:
- "Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado".
Houve, nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes nesta época.
Estava nesta hora este homem em uma estrada.
Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho nesta hora estava na escola. Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé...
Tomado de uma enorme tristeza ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa. ( não cumprida)
..." Haja o que houver: eu estarei sempre a seu lado".
Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição.
A voz de seu filho e sua promessa não cumprida o dilaceravam.
Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha.
O portão ( que não mais existia)...
Corredor...
Olhava as paredes, vendo aquele rostinho confiante...
...passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto.
Portão...
Corredor...
Virou a direita...
E parou em frente ao que deveria ser a porta da sala. Nada! Apenas uma pilha de material destruído.
Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe.
Olhava tudo... desolado...
E continuava a ouvir sua promessa:
- "Haja o que houver, eu sempre estarei com você".
E ele não estava...
Começou a cavar com as mãos.
Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolados, tentavam afastá-lo de lá dizendo:
- Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.
- Vá para casa.
Ao que ele retrucava:
- Você vai me ajudar?
Mas ninguém o ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam.
Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-lo dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Haviam outros locais com mais esperança.
Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:
- Você vai me ajudar ?
Mas eles também o abandonavam.
Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa...
- Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios.
Ele retrucava :
- Você vai me ajudar?
- Você esta cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da desgraça.
- Você vai me ajudar?
Um a um todos se afastavam.
Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali.
5 hs / 10 hs / 12 hs/ 22 hs / 24 hs /30 hs...
Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
- Pai ...estou aqui!
Feliz, fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:
- Você está bem?
- Estou. Mas com sede, fome e muito medo.
- Tem mais alguém com você?
- Sim, dos 36 da classe, 14 estão comigo; estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem!
Apenas se conseguia ouvir seus gritos de alegria.
- Pai, eu falei à eles:
- Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar. Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora...
- "Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado".
- Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco.
- Não! Deixe eles saírem primeiro...
- Eu sei que haja o que houver... você estará me esperando!
(Esta história é verídica)
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Uma Linda História
“Um dia, há muitos anos atrás, eu estava de pé na porta da sala, esperando meus alunos entrarem para nosso primeiro dia de aula do semestre. Foi aí que vi Tom, pela primeira vez.
Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava apenas começando nessa época. Mesmo sabendo que o que importa não é o que está fora, mas o que vai dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado. Imediatamente classifiquei Tom com um “E” de estranho... muito estranho!
Tommy acabou se revelando o “ateista de plantão” do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus–Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que, às vezes, ele era bastante incômodo. No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou, num tom ligeiramente irônico:
- O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
- Não, eu não acredito! Respondi.
- Ah! - ele respondeu – Pensei que era este o produto que o senhor esteve tentando nos vender nos últimos meses.
Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto: ‘eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará um dia’.
Ele deu de ombros e foi embora da minha sala e da minha vida. Algum tempo depois soube que Tommy tinha se formado e, em seguida, recebi uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal. E, antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver. Quando entrou na minha sala, percebi que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia. Entretanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.
- Tommy, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente! – falei.
- Ah, é verdade, estou seriamente doente. Tenho câncer nos dois pulmões. É uma questão de semanas, agora.
- Você consegue conversar bem a esse respeito? – perguntei.
- Claro, o que o senhor gostaria de saber?
- Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que está morrendo?
- Acho que poderia ser pior. – respondeu.
- Como assim? – perguntei.
- Bem, - respondeu – Eu poderia ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou ideiais, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais ‘importantes’ da vida.
Lembrei-me da classificação que atribui a ele: ‘E’ de ‘estranho’; (parece que as pessoas que recebem classificações desse tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o assunto).
- Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo – disse Tom – foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula.
Ele se lembrava!... (pensei) - Tom continuou:
- Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu ‘Não’, o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse, ‘mas Ele o encontrará’. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto. Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor malígno, comecei a pensar com mais seredade sobre a idéia de procurar Deus. E, quando a doença se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado, desanimado. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar... ou não... eu desisti, simplesmente. Decidi que, de fato, não estava me importando... com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi utilizar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Pensei no senhor e nas suas aulas e me lembrei de uma coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: ‘A tristeza mais profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão triste passar pela vida, e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas o quanto você as amou’. Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele: ‘Papai’... eu disse. ‘Sim, o que é’? – ele perguntou, sem baixar o jornal. ‘Papai, eu gostaria de conversar com você’. ‘Então fale’... ‘É um assunto muito importante!’ O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente. ‘O que é’? - ‘Papai, eu o amo muito... Só queria que você soubesse disso”. O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia visto: ele chorou e me abraçou com força. Conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom poder me sentar junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava!... Foi uma emoção indescritivel! Foi mais fácil com minha mãe e com meu irmão mais novo. Eles choraram também e nós nos abraçamos e falamos coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo por tantos anos, e que era tão bom partilhar. Só lamentei uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, me privando de momentos tão especiais. Naquela hora eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas que amava. Então, um dia, eu olhei, e lá estava ELE. Ele não veio ao meu encontro quando Lhe implorei. Acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: - Vamos, pule! Eu lhe dou três dias... três semanas... Parece que Deus não se deixa impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou... O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.
- Tommy – eu disse, bastante comovido - o que você está dizendo é muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar. Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira certa de encontrar Deus, não é fazendo dEle um bem pessoal, uma solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim, se tornando disponível para o verdadeiro Amor. O Apóstolo João disse isto: “Deus é amor e aquele que vive no Amor, vive com Deus e Deus vive com ele’.
- Tom, posso pedir-lhe um favor? Você sabe que me deu bastante trabalho quando foi meu aluno. Mas (aos risos) agora você pode me compensar por aquilo. Você viria à minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!
- Oooh!... eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos.
- Então, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim.
Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então, marcamos uma data.
Mas o dia chegou... e ele não pode vir.
Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele. Ele se foi... Tom havia dado o grande passo para a verdadeira realidade. Ele foi ao encontro de uma nova vida e de novos desafios. Antes dele morrer, ainda conversamos uma vez.
- Não vou ter condições de falar com sua turma, - ele disse.
- Eu sei, Tom.
- O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria... com todo mundo por mim?
- Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder.
Portanto, a todos vocês que foram pacientes, lendo esta declaração de amor tão sincera, obrigado por fazê-lo.
E a você, Tommy, onde quer que esteja, aí está: Eu falei com todo mundo... do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos, para que mais gente possa conhecê-la...”
Para você que leu... RETRANSMITA!
“Não diga para Deus que você está com um grande problema. Diga para seu problema que você tem um grande Deus!”
Não consegui evitar que meus olhos piscassem de espanto. Ele estava penteando seus cabelos longos e muito louros que batiam uns vinte centímetros abaixo dos ombros. Eu nunca vira um rapaz com cabelos tão longos. Acho que a moda estava apenas começando nessa época. Mesmo sabendo que o que importa não é o que está fora, mas o que vai dentro da cabeça, naquele dia eu fiquei um pouco chocado. Imediatamente classifiquei Tom com um “E” de estranho... muito estranho!
Tommy acabou se revelando o “ateista de plantão” do meu curso de Teologia da Fé. Constantemente, fazia objeções ou questionava sobre a possibilidade de existir um Deus–Pai que nos amasse incondicionalmente. Convivemos em relativa paz durante o semestre, embora eu tenha que admitir que, às vezes, ele era bastante incômodo. No fim do curso, ele se aproximou e me perguntou, num tom ligeiramente irônico:
- O senhor acredita mesmo que eu possa encontrar Deus algum dia?
- Não, eu não acredito! Respondi.
- Ah! - ele respondeu – Pensei que era este o produto que o senhor esteve tentando nos vender nos últimos meses.
Eu deixei que ele se afastasse um pouco e falei, bem alto: ‘eu não acredito que você consiga encontrar Deus, mas tenho absoluta certeza de que Ele o encontrará um dia’.
Ele deu de ombros e foi embora da minha sala e da minha vida. Algum tempo depois soube que Tommy tinha se formado e, em seguida, recebi uma notícia triste: ele estava com um câncer terminal. E, antes que eu resolvesse se ia à sua procura, ele veio me ver. Quando entrou na minha sala, percebi que seu físico tinha sido devastado pela doença e que os cabelos longos não existiam mais, devido à quimioterapia. Entretanto, seus olhos estavam brilhantes e sua voz era firme, bem diferente daquele garoto que conheci.
- Tommy, tenho pensado em você. Ouvi dizer que está doente! – falei.
- Ah, é verdade, estou seriamente doente. Tenho câncer nos dois pulmões. É uma questão de semanas, agora.
- Você consegue conversar bem a esse respeito? – perguntei.
- Claro, o que o senhor gostaria de saber?
- Como é ter apenas vinte e quatro anos e saber que está morrendo?
- Acho que poderia ser pior. – respondeu.
- Como assim? – perguntei.
- Bem, - respondeu – Eu poderia ter cinqüenta anos e não ter noção de valores ou ideiais, ou ter sessenta anos e pensar que bebida, mulheres e dinheiro são as coisas mais ‘importantes’ da vida.
Lembrei-me da classificação que atribui a ele: ‘E’ de ‘estranho’; (parece que as pessoas que recebem classificações desse tipo, são enviadas de volta por Deus para que eu possa repensar o assunto).
- Mas a razão pela qual eu realmente vim vê-lo – disse Tom – foi a frase que o senhor me disse no último dia de aula.
Ele se lembrava!... (pensei) - Tom continuou:
- Eu lhe perguntei se o senhor acreditava que eu encontraria Deus algum dia e o senhor respondeu ‘Não’, o que me surpreendeu. Em seguida, o senhor disse, ‘mas Ele o encontrará’. Eu pensei um bocado a respeito daquela frase, embora na época não estivesse muito interessado no assunto. Mas quando os médicos removeram um nódulo da minha virilha e me disseram que se tratava de um tumor malígno, comecei a pensar com mais seredade sobre a idéia de procurar Deus. E, quando a doença se espalhou por outros órgãos, eu comecei realmente a dar murros desesperados nas portas de bronze do paraíso. Mas Deus não apareceu. De fato, nada aconteceu. O senhor já tentou fazer alguma coisa por um longo período, sem sucesso? A gente fica cansado, desanimado. Um dia, ao invés de continuar atirando apelos por cima do muro alto atrás de onde Deus poderia estar... ou não... eu desisti, simplesmente. Decidi que, de fato, não estava me importando... com Deus, com uma possível vida eterna ou qualquer coisa parecida. E decidi utilizar o tempo que me restava fazendo alguma coisa mais proveitosa. Pensei no senhor e nas suas aulas e me lembrei de uma coisa que o senhor havia dito noutra ocasião: ‘A tristeza mais profunda, sem remédio, é passar pela vida sem amar. Mas é quase tão triste passar pela vida, e deixar este mundo sem jamais ter dito às pessoas queridas o quanto você as amou’. Então resolvi começar pela pessoa mais difícil: meu pai. Ele estava lendo o jornal quando me aproximei dele: ‘Papai’... eu disse. ‘Sim, o que é’? – ele perguntou, sem baixar o jornal. ‘Papai, eu gostaria de conversar com você’. ‘Então fale’... ‘É um assunto muito importante!’ O jornal desceu alguns centímetros, vagarosamente. ‘O que é’? - ‘Papai, eu o amo muito... Só queria que você soubesse disso”. O jornal escorregou para o chão e meu pai fez duas coisas que eu jamais havia visto: ele chorou e me abraçou com força. Conversamos durante toda a noite, embora ele tivesse que ir trabalhar na manhã seguinte. Foi tão bom poder me sentar junto do meu pai, conversar, ver suas lágrimas, sentir seu abraço, ouvi-lo dizer que também me amava!... Foi uma emoção indescritivel! Foi mais fácil com minha mãe e com meu irmão mais novo. Eles choraram também e nós nos abraçamos e falamos coisas realmente boas uns para os outros. Falamos sobre as coisas que tínhamos mantido em segredo por tantos anos, e que era tão bom partilhar. Só lamentei uma coisa: que eu tivesse desperdiçado tanto tempo, me privando de momentos tão especiais. Naquela hora eu estava apenas começando a me abrir com as pessoas que amava. Então, um dia, eu olhei, e lá estava ELE. Ele não veio ao meu encontro quando Lhe implorei. Acredito que estava agindo como um domador de animais que, segurando um chicote, diz: - Vamos, pule! Eu lhe dou três dias... três semanas... Parece que Deus não se deixa impressionar. Ele age a Seu modo e a Seu tempo. Mas o que importa é que Ele estava lá. Ele me encontrou... O senhor estava certo. Ele me encontrou mesmo depois de eu ter desistido de procurar por Ele.
- Tommy – eu disse, bastante comovido - o que você está dizendo é muito mais importante e muito mais universal do que você pode imaginar. Para mim, pelo menos, você está dizendo que a maneira certa de encontrar Deus, não é fazendo dEle um bem pessoal, uma solução para os nossos problemas ou um consolo em tempos difíceis, mas sim, se tornando disponível para o verdadeiro Amor. O Apóstolo João disse isto: “Deus é amor e aquele que vive no Amor, vive com Deus e Deus vive com ele’.
- Tom, posso pedir-lhe um favor? Você sabe que me deu bastante trabalho quando foi meu aluno. Mas (aos risos) agora você pode me compensar por aquilo. Você viria à minha aula de Teologia da Fé e contaria aos meus alunos o que você acabou de me contar? Se eu lhes contasse não seria a mesma coisa, não tocaria tão fundo neles!
- Oooh!... eu me preparei para vir vê-lo, mas não sei se estou preparado para enfrentar seus alunos.
- Então, pense nisto. Se você se sentir preparado, telefone para mim.
Alguns dias mais tarde, Tom telefonou e disse que falaria com minha turma. Ele queria fazer aquilo por Deus e por mim. Então, marcamos uma data.
Mas o dia chegou... e ele não pode vir.
Ele tinha outro encontro, muito mais importante do que aquele. Ele se foi... Tom havia dado o grande passo para a verdadeira realidade. Ele foi ao encontro de uma nova vida e de novos desafios. Antes dele morrer, ainda conversamos uma vez.
- Não vou ter condições de falar com sua turma, - ele disse.
- Eu sei, Tom.
- O senhor falaria com eles por mim? O senhor falaria... com todo mundo por mim?
- Vou falar, Tom. Vou falar com todo mundo. Vou fazer o melhor que puder.
Portanto, a todos vocês que foram pacientes, lendo esta declaração de amor tão sincera, obrigado por fazê-lo.
E a você, Tommy, onde quer que esteja, aí está: Eu falei com todo mundo... do melhor modo que consegui. E espero que as pessoas que tiveram conhecimento desta história, possam contá-la aos seus amigos, para que mais gente possa conhecê-la...”
Para você que leu... RETRANSMITA!
“Não diga para Deus que você está com um grande problema. Diga para seu problema que você tem um grande Deus!”
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
VIAGEM INICIÁTICA NA GRUTA DOS CRISTAIS
Era uma vez uma jovem princesa chamada Rosália. No palácio, passava geralmente despercebida, pois era uma jovem simples e sem história. A atenção das pessoas da corte estava totalmente monopolizada pelas extravagâncias de suas duas irmãs mais velhas, que não paravam de discutir ao longo do dia. Qual delas seria mais bonita, qual ridicularizaria ministros e outros conselheiros, qual seduziria o maior número de pretendentes para zombar deles em público. Até o rei, constantemente importunado pela avidez estúpida de suas filhas, não sabia mais que presente inventar. Os mais belos vestidos, os espectáculos mais pomposos e as últimas carruagens conversíveis conseguiam distraí-las apenas alguns instantes e o pobre pai já não sabia como dar jeito em suas filhas. Às vezes Rosália o surpreendia pensativo e triste e não lhe perguntava nada, como se pudesse ler em seu coração. Vinha acomodar-se junto a ele, pousava sua mãozinha sobre seus joelhos e os dois ficavam alguns instantes em silêncio. Quando a jovem retirava sua mão e levantava-se para despedir-se, não deixava de apreciar a cada vez a centelha de alegria que acendera no olhar de seu pai e assim, certa de seu amor, Rosália partia com o coração leve. Sentia-se plenamente satisfeita e não necessitava de mais nada. De manhã, enquanto suas duas irmãs estavam ainda profundamente adormecidas, cansadas pelas tolices que tinham o hábito de prolongar até tarde da noite, a jovem princesa dava uma volta no parque do castelo. os jardineiros tinham-se tornado seus amigos e como a gentil princesa não esgotava nunca os elogios para eles e os cuidados que davam as plantas, eles redobravam a obstinação no trabalho. Revezavam-se para que a jovem tivesse sempre um buquê de flores frescas na beirada de sua janela. Alternadamente, toda a manhã iam colher cuidadosamente os mais elos botões, seleccionando os que estavam a ponto de abrir-se e depositando-os no vaso de cristal, presente que haviam dado à jovem para os seus 15 anos
As duas mais velhas, Berta e Josefina, enciumadas com o bom humor constante da irmã mais nova, não perdiam a oportunidade de zombar dela e repetiam-lhe, continuamente, que era perigoso relacionar-se com operários, especialmente esses porque estavam cobertos de terra e não ficava bem uma princesa aceitar presentes de homens tão grosseiros. Em seguida partiam, arrastando atrás delas observações maldosas a respeito da irmã mais moça. Rosália preferia calar-se, mas seu coração tornava-se pesaroso e o desgosto se espalhava nela como uma chuva gelada ruim. Naquela manhã, quando a jovem princesa abriu os olhos, os pássaros já cantavam alegremente e os primeiros raios de sol começavam a filtrar-se através das fibras de suas cortinas de seda. Com um pulo ela ficou de pé e, como fazia todas as manhãs, puxou as cortinas e inclinou-se com graça sobre o buquê de rosas púrpura que um de seus amigos jardineiros já viera colocar sob sua janela. Aspirou longamente o perfume que flutuava em torno das flores, depois, com um sorriso nos lábios, vestiu-se rapidamente para dar sua volta no jardim antes do café da manhã. Tinha o hábito de termina-la pelo lado do jardim onde, entre margaridas, gladíolos e girassóis tinha-se desenvolvido admiravelmente uma magnífica roseira trepadeira. O rei, seu pai, mandara instalar um banquinho bem em frente ao arbusto para que a jovem pudesse admirá-la em completa quietude. De fato, ninguém havia visto em nenhum lugar do reino e, alíás, em nenhum reino vizinho, flores tão belas e generosas. Centenas de botões com nuanças sutis esperavam abrir-se para encantar a princesa, e as hastes do arbusto haviam crescido muito alto, bem além das grades que as sustentavam
Mas naquele dia a princesa não reconheceu seu canto de jardim. Tudo havia sido devastado. As rosas cortadas e pisoteadas, as hastes quebradas, as folhas esmagadas e o tronco cortado. Diante de espectáculo tão desolador, a jovem rompeu em soluços, com o coração partido. Só podia ser obra de suas irmãs malvadas. Mas seu pranto de nada adiantaria, o mal estava feito. Por muito tempo, a jovem permaneceu curvada sobre si mesma, desesperada. Parecia-lhe haver perdido o que de mais belo havia no mundo e que nunca nada a consolaria da morte de sua roseira, quando de repente, seu olhar foi atraído por algo brilhante, meio recoberto pelas folhas esmigalhadas. O apelo era mais forte que seu desgosto e, como que empurrada, sem querer para aquela coisa, aproximou-se e pôs-se a afastar as folhas que a escondiam. Era uma ponta de cristal, ainda enterrada pela metade na terra, extraordinariamente cintilante, como ela nunca vira.
Esquecendo seu pranto, a jovem princesa pôs-se imediatamente a cavar com seus dedos nus e, pouco depois, havia soltado quase inteiramente uma maravilha de beleza tão rara que ela esqueceu todo o resto. Aproximando-se mais, transpondo a tela de azul ofuscante que a pedra projectava em torno dela, a jovem começou a distinguir dentro do cristal um verdadeiro tesouro de formas e cores. Primeiramente, havia uma espécie de nuvenzinhas penduradas aqui e ali nas paredes límpidas da pedra. Depois, como se estivessem pousados sobre estas nuvens, flutuando num céu puro e translúcido, uma miríade de arcos-íris de todos os tamanhos: vermelhos, laranja, amarelos, verdes, azuis, violetas e depois também o rosa, rosa-escarlate e, bem no meio, pareceu-lhe cintilar uma mancha de ouro. A seguir, como que aspirada por uma das facetas do cristal, totalmente fascinada pelo mundo mágico que se oferecia a ela, a jovem princesa viu primeiro a mancha de ouro aumentar um pouco; depois foi como uma gigantesca explosão de lantejoulas douradas e Rosália perdeu a consciência. Isto durou apenas uma fracção de segundo e a jovem já recuperava seus sentidos e tornava a abrir os olhos
O espectáculo que se apresentava à ela, inspirou-lhe imediatamente imensa alegria. Em torno dela erguiam-se as paredes atapetadas de jóias, todas mais brilhantes umas do que as outras. Reconheceu primeiramente as verdes esmeraldas, cujos reflexos inundavam uma parte da gruta; depois os rubis, bem ao lado, cujo brilho vermelho púrpura rivalizava delicadamente com o azul profundo das safiras e o azul esverdeado das águas marinhas. Destas paredes cristalinas emanava uma espécie de força magnética irresistível, e a jovem sentia-se transportada, sem querer, de uma a outra. Demorou-se algum tempo junto dos topázios, admirando ora o azul translúcido de uns e depois o aspecto melífluo dos outros. Um pouco mais longe, havia alguns de cor castanha e pareceu-lhe que faziam parte da mesma família. Retrocedendo, descobriu ainda, bem no alto, mais tímida mas igualmente misteriosa, a pedra lunar em seu brilho leitoso; levantando a cabeça mais um pouco, descobriu num estremecimento de êxtase, que o teto inteiro estava também, atapetado de jóias. Havia ali, principalmente, ametistas e Rosália ficou fascinada durante algum tempo por aquelas pontas lilases, violetas e às vezes quase rosadas, como um tapete de veludo reluzente. Como se fosse arrancada de sua contemplação, a princesa sentiu-se de repente atraída por uma zona azul-noite respingada de lantejoulas douradas; pareceu-lhe que devia ser o reino do lápis-lazúli. O tempo havia parado há muito para Rosália e ela esquecera totalmente seu querido jardim. Nem por um segundo preocupou-se de ter deixado os seus es de saber onde se encontrava exactamente. Sentia-se tão bem nesta gruta misteriosa que lhe parecia encontrar-se no Paraíso
De repente foi tirada de sua contemplação por uma voz que parecia vir de outra extremidade da gruta. - Cara Princesa, aproxima-te. Não tenhas medo. A jovem dirigiu-se logo, confiante mas levemente intimidada, para o fundo da gruta que, em sua fascinação, não lhe chamara a atenção. Passou rapidamente diante dos misteriosos Ônix, dos rutilantes olhos-de-tigre e das opalas furta-cor, prometendo si mesma demorar-se ali mais tarde. Naquele lugar, a gruta descrevia uma leve curva e, com o coração palpitante, a jovem descobriu de repente o que o cotovelo rochoso lhe havia ocultado até então. Centenas de pontas cristalinas e de diamantes lançavam em sua direcção seu fogo de luz dourada. Teve que fechar os olhos por algum tempo, ofuscada por tanta claridade. Quando tornou a abri-los, habituando-se pouco a pouco à intensidade da luz ambiente e reunindo toda a sua coragem, Rosália pode distinguir as poucos os contornos de um trono e, sentada sobre ele, uma forma humana masculina, totalmente translúcida e cristalina. Emanava dali uma suave vibração de amor e de sabedoria e assim também eram as entonações de sua voz quando se dirigiu a ela: - Cara princesa, nós te conhecemos à muito tempo e estamos mais do que felizes em acolher-te no seio do reino cristalino. Muito poucos humanos encontram o caminho de ingresso para este templo e se o encontram, raramente chegam até mim. É a inocência de teu coração que te conduziu até aqui, assim tu serás dignamente recompensada. No caminho de volta, poderás levar contigo todas as pedras preciosas que desejares e teus bolsos serão sem fundo, extensíveis ao infinito. A jovem agradeceu e calou-se por alguns momentos, absorvendo simplesmente as radiações benfajezas que se desprendiam deste ser de luz. A seguir, teve a coragem de acrescentar: - Meu pai está frequentemente triste e minhas irmãs são tão desagradáveis porque, no fundo, devem ser muito infelizes, mesmo que elas não o saibam. Podes fazer alguma coisa por eles? - Sim, cara criança, toma este anel e coloca-o no dedo mínimo de tua mão direita. Vai agora fica sabendo que levas contigo a bênção do reino dos cristais e dos seres de luz. A jovem princesa inclinou-se em silêncio, deu meia-volta e começou a retornar ao ponto de partida. Rapidamente encontrou-se diante da parede azul-noite e uma voz fez-se ouvir: - Eu sou o cristal da inspiração e da sabedoria. Leva-me contigo. Mas a jovem, fascinadas pelas vibrações de sabedoria que emanavam da parede, esqueceu totalmente mais uma vez, quando um pouco mas tarde saiu de seu devaneio, foi embora de mãos vazias mas com a impressão de ter recebido um presente imenso. Um pouco mais adiante, os citrinos, que ela ainda não havia cumprimentado, lhe ofereceram a ternura, as ágatas sua protecção, o âmbar lhe prometeu sucesso. A cada vez ela agradecia calorosamente, passava algum tempo em companhia da pedra, sorvia profundamente as qualidades de cada jóia, mas teria ficado com o coração partido à ideia de arrancar uma só pedra que fosse de sua gruta natal. A opala lhe ofereceu, assim, dizer sempre a verdade, mas também avisá-la sempre que alguém tentasse enganá-la. A ametista lhe prometeu acompanhá-la em todas as transformações que sobreviveriam nela e em torno dela ao longo de sua vida; o quartzo rosa garantiu-lhe quaisquer que fossem estas transformações, sempre se fariam sob o signo do amor e da confiança. A azurita lhe presenteou a confiança; o jaspe, a vontade; o topázio e a turquesa lhe conferiram o encanto de todas s princesas belas reunidas. Prosseguindo assim seu caminho, Rosália recebeu tantos e tantos presentes que foi incapaz de lembrar-se de cada um deles. Entretanto, ficou particularmente sensibilizada pelo amor do rubi, a alegria do coral, a tranquilidade da aventurina, a paz da água-marinha, a harmonia do quartzo rutilado e a compreensão da malaquita. Porém, na passagem, a hematita lhe havia tranquilizado as batidas de seu coração e o ônix lhe devolvera a força, pois ela começava a sentir, apesar de tudo, a fadiga de sua incrível aventura
O heliotropo despertou, na passagem, a compaixão que ela sentia por seu pai e suas irmãs, mas a esmeralda lhe cochichou ao ouvido todos os tipos de motivos de ter esperança de cura-los, o que o zircônio imediatamente confirmou. E como a safira não estava longe, reforçou nela esta certeza. Quando havia quase alcançado o lugar onde aterrizara na gruta, no último momento, a pérola insistiu para que levasse a honestidade e a turmalina ofereceu ainda o dom de reconciliar as pessoas entre si. A jovem princesa não teve dificuldade em aceitar todas essas qualidades, pois lhe parecia que precisaria muito delas para cumprir todas as tarefas que a esperavam na vida, só a pequena opala de fogo teve de insistir um pouco. Rosália, que era uma jovem quase perfeita, tinha um pequeno defeito: era séria demais. Embora não compreendesse imediatamente para que lhe poderia servir o humor, como não queria ofender a pequena opala de fogo, acabou assim mesmo levado o humor. Depois, chegando a seu ponto de partida, plenamente satisfeita, a princesinha sentou-se em uma espécie de nicho que a rocha formava neste lugar, recoberto de jade e de dioptásio. Foi o jogo harmonioso entre essas duas nuanças de verde que a tinha atraído mais particularmente. E quando não esperava na verdade mais presentes, já que recebera tantos, o dioptásio lhe encheu os bolsos com mais riquezas. O jade começou a envolve-la numa nuvem verde claro: ele havia decidido leva-la para a primavera. Rosália teve de fato a impressão de ser levantada nos ares , bem rápido, pode distinguir ao seu redor, levemente velados pela nuvem de jade que ainda a envolvia, os contornos da ponta do cristal pela qual ela fora aspirada algum tempo antes. Na verdade, quanto tempo?
Rosália foi propulsada para fora do cristal, exactamente pela ponta, e colocada delicadamente no chão diante da moita de rosas. Foi apenas naquele momento que a princesa teve consciência do tempo que deveria ter decorrido desde sua partida. Enquanto recuperava pouco a pouco os sentidos, Rosália viu, com imensa alegria, que novos rebentos haviam começado a crescer sobre o tronco e as hastes mutiladas da roseira, e foi com o coração leve que se dirigiu ao palácio. Na curva do caminho, viu um de seus amigos jardineiros que estava justamente compondo um buquê habitual. Enquanto se aproximava dele para cumprimenta-lo e agradecer-lhe, este a viu de repente, levantou-se com um pulo, visivelmente surpreso, e prosternou-se respeitosamente diante dela. A princesa ficou muito surpreendida por este estranho comportamento. Mas algo lhe fez baixar os olhos e qual não foi estupefacção quando viu que suas vestimentas estavam cobertas de pedras preciosas reluzentes: safiras, esmeraldas, rubis e diamantes, seus cabelos estavam trançados com opalas, jade, ágatas e todo tipo de cristais multicores. E o diamante que ela usava no dedo mínimo da mão direita lançava mil reflexos, iluminando tudo quanto se encontrava em torno dela, como o teriam feito dez sóis. A princesa compreendeu o que ocorrera, convidou o jovem jardineiro a erguer-se e prosseguiu seu caminho em direcção ao palácio. Sobre os degraus da grande escada de honra, encontrou primeiro seu pai. Por seu aspecto ansioso, ela compreendeu que deveria ter estado ausente por tempo suficiente para se preocuparem com o que lhe ocorrera. Ele também não reconheceu sua filha imediatamente. Sua pequena Rosália, que sempre fizera questão de vestir-se modestamente, estava agora adornada com um vestido faustuoso, bordado com pedras preciosas, e dela emanava tanta luz, alegria e amor que todas as coisas e todas as pessoas que se encontravam ao seu redor eram instantaneamente transformadas e também se punham a irradiar amor, alegria e luz. Quando as duas irmãs viram o que acontecera à mais nova, seus rostos ficaram no início deformados pelo ódio e o ciúme, mas bem rapidamente também foram arrastadas na vibração de felicidade que agora invadira todo palácio. De todos os lados partiam os risos e cada qual celebrava assim o retorno da princesa. Como sob efeito de um toque de varinha mágica, as pessoas tinham esquecido todas as suas preocupações, todos os seus rancores, todas as suas dores e todas as suas doenças, e apenas brincadeiras e conversas amáveis eram trocadas por toda a parte. O rumor expandiu-se com rapidez em todo o país. Diziam que a princesa voltara transformada após uma viagem em um misterioso país longínquo. Cochichavam que ela teria sido iluminada, sem compreender muito bem o que isso queria dizer. Mas muito curiosos começaram a ir ao palácio e a princesa recebia de bom grado todos aqueles viajantes vindos dos quatro cantos do país e até dos países vizinhos. Todos, velhos ou jovens, homens ou mulheres, pobres ou ricos voltavam curados, com o coração leve e um sorriso nos lábios. O rei, seu pai, recebia todos os dias jovens e ricos pretendentes, vindos de longe para pedir a mão de sua filha. Mas, de momento, nenhum deles conseguira ainda conquistar seu coração... Esta foi a viagem iniciática de Rosália na gruta dos cristais. Ao acompanhá-la, seu inconsciente participou, literalmente, desta iniciação e o que seu inconsciente viveu, ele o considera verdadeiro; você também trouxe desta aventura, presentes de claridade, de coragem, de sabedoria, etc... e alguma coisa no fundo de você se transformou.
Rosália foi propulsada para fora do cristal, exactamente pela ponta, e colocada delicadamente no chão diante da moita de rosas. Foi apenas naquele momento que a princesa teve consciência do tempo que deveria ter decorrido desde sua partida. Enquanto recuperava pouco a pouco os sentidos, Rosália viu, com imensa alegria, que novos rebentos haviam começado a crescer sobre o tronco e as hastes mutiladas da roseira, e foi com o coração leve que se dirigiu ao palácio. Na curva do caminho, viu um de seus amigos jardineiros que estava justamente compondo um buquê habitual. Enquanto se aproximava dele para cumprimenta-lo e agradecer-lhe, este a viu de repente, levantou-se com um pulo, visivelmente surpreso, e prosternou-se respeitosamente diante dela. A princesa ficou muito surpreendida por este estranho comportamento. Mas algo lhe fez baixar os olhos e qual não foi estupefacção quando viu que suas vestimentas estavam cobertas de pedras preciosas reluzentes: safiras, esmeraldas, rubis e diamantes, seus cabelos estavam trançados com opalas, jade, ágatas e todo tipo de cristais multicores. E o diamante que ela usava no dedo mínimo da mão direita lançava mil reflexos, iluminando tudo quanto se encontrava em torno dela, como o teriam feito dez sóis. A princesa compreendeu o que ocorrera, convidou o jovem jardineiro a erguer-se e prosseguiu seu caminho em direcção ao palácio. Sobre os degraus da grande escada de honra, encontrou primeiro seu pai. Por seu aspecto ansioso, ela compreendeu que deveria ter estado ausente por tempo suficiente para se preocuparem com o que lhe ocorrera. Ele também não reconheceu sua filha imediatamente. Sua pequena Rosália, que sempre fizera questão de vestir-se modestamente, estava agora adornada com um vestido faustuoso, bordado com pedras preciosas, e dela emanava tanta luz, alegria e amor que todas as coisas e todas as pessoas que se encontravam ao seu redor eram instantaneamente transformadas e também se punham a irradiar amor, alegria e luz. Quando as duas irmãs viram o que acontecera à mais nova, seus rostos ficaram no início deformados pelo ódio e o ciúme, mas bem rapidamente também foram arrastadas na vibração de felicidade que agora invadira todo palácio. De todos os lados partiam os risos e cada qual celebrava assim o retorno da princesa. Como sob efeito de um toque de varinha mágica, as pessoas tinham esquecido todas as suas preocupações, todos os seus rancores, todas as suas dores e todas as suas doenças, e apenas brincadeiras e conversas amáveis eram trocadas por toda a parte. O rumor expandiu-se com rapidez em todo o país. Diziam que a princesa voltara transformada após uma viagem em um misterioso país longínquo. Cochichavam que ela teria sido iluminada, sem compreender muito bem o que isso queria dizer. Mas muito curiosos começaram a ir ao palácio e a princesa recebia de bom grado todos aqueles viajantes vindos dos quatro cantos do país e até dos países vizinhos. Todos, velhos ou jovens, homens ou mulheres, pobres ou ricos voltavam curados, com o coração leve e um sorriso nos lábios. O rei, seu pai, recebia todos os dias jovens e ricos pretendentes, vindos de longe para pedir a mão de sua filha. Mas, de momento, nenhum deles conseguira ainda conquistar seu coração... Esta foi a viagem iniciática de Rosália na gruta dos cristais. Ao acompanhá-la, seu inconsciente participou, literalmente, desta iniciação e o que seu inconsciente viveu, ele o considera verdadeiro; você também trouxe desta aventura, presentes de claridade, de coragem, de sabedoria, etc... e alguma coisa no fundo de você se transformou.
Esteja sempre dentro da roda
Existe uma carta do tarô chamada Roda Fortuna, nela apresentam-se as moiras, as três irmãs que determinavam o destino, tanto dos deuses, quanto dos seres humanos, na mitologia grega... tecendo numa roda o fio do destino... há também as pessoas umas subindo e outras descendo, uma em cima e outra em baixo... que simboliza o destino da gente.
A Roda da Fortuna diz que umas vezes estamos por cima e outras por baixo, e ainda outras, estamos no meio termo... a qualquer momento a roda vai virar, nada é pra sempre... mas ela traz um recado forte: aquele que consegue ficar no centro da roda, não sente os altos e baixos do destino e nem a interferência dos movimentos das moiras.
E é isso o que a energização faz, equilibra nossos chacras para que fiquemos sempre no centro da roda, com uma sintonia energética positiva, de modo que o movimento da vida, da natureza, náo abale nosso emocional. Não é sempre que se pode usar o reike para energizar e manter o equilíbrio, mas existem exercícios que a própria yoga ensina, que ajudam a manter o equilibrio dos chacras: a respiração!
Procure ficar num lugar sem distrações, vale o banheiro também, sente-se confortavelmente e inspire profundamente, imagina uma névoa branca entrando por seu nariz... depois solte o ar longamente, imaginando que está soltando uma névoa rosa pela boca... faça esse exercício por umas 7 vezes.
A Roda da Fortuna diz que umas vezes estamos por cima e outras por baixo, e ainda outras, estamos no meio termo... a qualquer momento a roda vai virar, nada é pra sempre... mas ela traz um recado forte: aquele que consegue ficar no centro da roda, não sente os altos e baixos do destino e nem a interferência dos movimentos das moiras.
E é isso o que a energização faz, equilibra nossos chacras para que fiquemos sempre no centro da roda, com uma sintonia energética positiva, de modo que o movimento da vida, da natureza, náo abale nosso emocional. Não é sempre que se pode usar o reike para energizar e manter o equilíbrio, mas existem exercícios que a própria yoga ensina, que ajudam a manter o equilibrio dos chacras: a respiração!
Procure ficar num lugar sem distrações, vale o banheiro também, sente-se confortavelmente e inspire profundamente, imagina uma névoa branca entrando por seu nariz... depois solte o ar longamente, imaginando que está soltando uma névoa rosa pela boca... faça esse exercício por umas 7 vezes.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A história de José
OS IRMÃOS TÊM INVEJA DE JOSÉ
Jacó amava e preferia José do que os outros filhos e mandou-lhe fazer uma túnica de várias cores. Por isso, os mais velhos começaram a invejá-lo.
Um dia praticaram uma ação muito má e José os acusou ao pai. Desde então seus irmãos tomaram-lhe ódio e começaram a falar-lhe com maus modos.
Uma vez, José disse-lhes: "Ouçam um sonho que tive: estávamos no campo a atar feixes. O meu feixe ergueu-se de pé e os vossos puseram-se em volta e prostraram-se diante dele". Os irmãos replicaram-lhe: "Porventura serás nosso rei?". E o odiavam cada vem mais.
José contou-lhes ainda outro sonho dizendo: "Vi em sonhos o sol, a lua e onze estrelas inclinarem-se diante de mim". O pai repreendeu-o: "O que significa esse sonho que tiveste? Acaso eu, tua mãe e teus irmãos haveremos de nos prostar diante de ti?". E a inveja e o ódio dos irmãos aumentava cada vez mais.
Jacó amava e preferia José do que os outros filhos e mandou-lhe fazer uma túnica de várias cores. Por isso, os mais velhos começaram a invejá-lo.
Um dia praticaram uma ação muito má e José os acusou ao pai. Desde então seus irmãos tomaram-lhe ódio e começaram a falar-lhe com maus modos.
Uma vez, José disse-lhes: "Ouçam um sonho que tive: estávamos no campo a atar feixes. O meu feixe ergueu-se de pé e os vossos puseram-se em volta e prostraram-se diante dele". Os irmãos replicaram-lhe: "Porventura serás nosso rei?". E o odiavam cada vem mais.
José contou-lhes ainda outro sonho dizendo: "Vi em sonhos o sol, a lua e onze estrelas inclinarem-se diante de mim". O pai repreendeu-o: "O que significa esse sonho que tiveste? Acaso eu, tua mãe e teus irmãos haveremos de nos prostar diante de ti?". E a inveja e o ódio dos irmãos aumentava cada vez mais.
José vendido por seus irmãos
JOSÉ VENDIDO POR SEUS IRMÃOS
Um dia, os irmãos de José tinham ido para muito longe com os rebanhos. E o pai disse a José: "Vai ver se os teus irmãos estão bem". Assim que eles o avistaram, disseram: "Lá vem o sonhador. Matemo-lo e depois diremos que uma fera o devorou".
Logo que José chegou até eles, seus irmãos o despiram da túnica de várias cores e o lançaram numa cisterna velha. Por acaso passava por ali uma caravana de mercadores estrangeiros que seguia para o Egito. E eles, então, tiraram José da cisterna e o venderam por vinte moedas de prata. Em seguida, tingiram a túnica com o sangue de um cabrito e mandaram-na ao pai com este recado: "Encontramos esta túnica. Não será a de vosso filho?". O pai a reconheceu e disse: "A túnica é do meu filho! Uma fera devorou José". E nunca mais deixou de chorar pelo filho
Um dia, os irmãos de José tinham ido para muito longe com os rebanhos. E o pai disse a José: "Vai ver se os teus irmãos estão bem". Assim que eles o avistaram, disseram: "Lá vem o sonhador. Matemo-lo e depois diremos que uma fera o devorou".
Logo que José chegou até eles, seus irmãos o despiram da túnica de várias cores e o lançaram numa cisterna velha. Por acaso passava por ali uma caravana de mercadores estrangeiros que seguia para o Egito. E eles, então, tiraram José da cisterna e o venderam por vinte moedas de prata. Em seguida, tingiram a túnica com o sangue de um cabrito e mandaram-na ao pai com este recado: "Encontramos esta túnica. Não será a de vosso filho?". O pai a reconheceu e disse: "A túnica é do meu filho! Uma fera devorou José". E nunca mais deixou de chorar pelo filho
José na prisão
JOSÉ NA PRISÃO
Os mercadores levaram José para o Egito e lá o venderam a um dos dignatários do faraó, chamado Putifar, que o fez administrador de seus bens. Um dia, a mulher de Putifar tentou arrastá-lo para o pecado, mas José disse-lhe: "Como eu poderia cometer tamanha injustiça e pecar contra o meu Deus?". Ela ficou muito irritada e disse ao marido: "José quis que eu cometesse o pecado". O egípcio acreditou na mulher e mandou prender José
Os mercadores levaram José para o Egito e lá o venderam a um dos dignatários do faraó, chamado Putifar, que o fez administrador de seus bens. Um dia, a mulher de Putifar tentou arrastá-lo para o pecado, mas José disse-lhe: "Como eu poderia cometer tamanha injustiça e pecar contra o meu Deus?". Ela ficou muito irritada e disse ao marido: "José quis que eu cometesse o pecado". O egípcio acreditou na mulher e mandou prender José
José explica os sonhos
JOSÉ EXPLICA OS SONHOS
Deus estava com José. O chefe da prisão gostava dele e confiou-lhe a vigilância dos outros presos.
Aconteceu que o rei do Egito mandou prender o copeiro e o chefe dos padeiros como culpados de um crime contra sua pessoa. Uma manhã José, vendo-os muito tristes, perguntou-lhes: "Por que estais tão preocupados?". Eles responderam: "Tivemos um sonho e ninguém sabe interpretá-lo". José disse-lhes: "Só Deus dá a inteligência dos sonhos. Contai-me o sonho".
O copeiro-mor disse: "Vi em sonho uma cêpa de videira que tinha três varas. Peguei em dois cachos, espremi-os numa taça e apresentei-a ao faraó". José disse-lhe: "As três varas significam três dias. Dentro de três dias o faraó te restituirá ao cargo. Lembra-te de mim quando fores feliz. Pede ao faraó que me tire deste cárcere porque eu não fiz mal algum".
O padeiro disse por sua vez: "No meu sonho, parecia-me levar à cabeça três cestos de pão branco. No cesto que ia por cima havia muitas iguarias para o faraó, mas as aves vinham comê-las". José disse: "Os três cestos significam três dias, depois dos quais o faraó te mandará cortar a cabeça e as aves devorarão tua carne".
Três dias depois, o faraó festejava o aniversário do seu nascimento. Durante o banquete, lembrou-se do copeiro-mor e restituiu-o ao seu cargo; ao padeiro, mandou enforcar, tudo como José lhes tinha predito. Mas o copeiro, retornando ao seu lugar, não se lembrou mais de José
Deus estava com José. O chefe da prisão gostava dele e confiou-lhe a vigilância dos outros presos.
Aconteceu que o rei do Egito mandou prender o copeiro e o chefe dos padeiros como culpados de um crime contra sua pessoa. Uma manhã José, vendo-os muito tristes, perguntou-lhes: "Por que estais tão preocupados?". Eles responderam: "Tivemos um sonho e ninguém sabe interpretá-lo". José disse-lhes: "Só Deus dá a inteligência dos sonhos. Contai-me o sonho".
O copeiro-mor disse: "Vi em sonho uma cêpa de videira que tinha três varas. Peguei em dois cachos, espremi-os numa taça e apresentei-a ao faraó". José disse-lhe: "As três varas significam três dias. Dentro de três dias o faraó te restituirá ao cargo. Lembra-te de mim quando fores feliz. Pede ao faraó que me tire deste cárcere porque eu não fiz mal algum".
O padeiro disse por sua vez: "No meu sonho, parecia-me levar à cabeça três cestos de pão branco. No cesto que ia por cima havia muitas iguarias para o faraó, mas as aves vinham comê-las". José disse: "Os três cestos significam três dias, depois dos quais o faraó te mandará cortar a cabeça e as aves devorarão tua carne".
Três dias depois, o faraó festejava o aniversário do seu nascimento. Durante o banquete, lembrou-se do copeiro-mor e restituiu-o ao seu cargo; ao padeiro, mandou enforcar, tudo como José lhes tinha predito. Mas o copeiro, retornando ao seu lugar, não se lembrou mais de José
Elevação de José
ELEVAÇÃO DE JOSÉ
Dois anos depois, o faraó teve também um sonho: viu sair do Nilo sete vacas, lindas e gordas, e depois outras sete, feias e magras, que devoravam as primeiras. Em seguida, viu sair do mesmo caule sete espigas cheias de grãos e formosas, e outras sete, delgadas e vazias, que engoliram as primeiras. Ninguém soube interpretar o sonho do faraó. Então ele mandou chamar José, que lhe disse: "As sete vacas formosas e as sete espigas cheias significam sete anos de abundância. As sete vacas magras e as sete espigas vazias significam sete anos de fome. Virão agora sete anos de grande fertilidade para todo o Egito, mas depois seguir-se-ão sete anos de penúria. Escolha, pois, o faraó um homem sábio e prudente para recolher o sobejo das colheitas e reservar provisões para os sete anos de miséria".
O faraó aceitou este conselho e disse a José: "Quem haverá mais sábio e prudente do que tu? Faço-te senhor de todo o Egito". E, tirando o anel real, colocou-o no dedo de José. Vestiu-o ricamente, pôs-lhe no pescoço um colar de ouro e mandou-o passear em triunfo no seu côche real. Além disso, deu-lhe um nome egípcio que significa salvador do mundo. Todos deviam se prostrar diante de José.
Chegaram os sete anos de fertilidade e José mandou recolher todo o excedente das colheitas. Seguiram-se os sete anos de miséria e o povo começou a pedir pão ao faraó. O faraó respondia: "Ide a José". Então José mandou abrir os celeiros. De toda a parte acorria gente ao Egito para comprar trigo
Dois anos depois, o faraó teve também um sonho: viu sair do Nilo sete vacas, lindas e gordas, e depois outras sete, feias e magras, que devoravam as primeiras. Em seguida, viu sair do mesmo caule sete espigas cheias de grãos e formosas, e outras sete, delgadas e vazias, que engoliram as primeiras. Ninguém soube interpretar o sonho do faraó. Então ele mandou chamar José, que lhe disse: "As sete vacas formosas e as sete espigas cheias significam sete anos de abundância. As sete vacas magras e as sete espigas vazias significam sete anos de fome. Virão agora sete anos de grande fertilidade para todo o Egito, mas depois seguir-se-ão sete anos de penúria. Escolha, pois, o faraó um homem sábio e prudente para recolher o sobejo das colheitas e reservar provisões para os sete anos de miséria".
O faraó aceitou este conselho e disse a José: "Quem haverá mais sábio e prudente do que tu? Faço-te senhor de todo o Egito". E, tirando o anel real, colocou-o no dedo de José. Vestiu-o ricamente, pôs-lhe no pescoço um colar de ouro e mandou-o passear em triunfo no seu côche real. Além disso, deu-lhe um nome egípcio que significa salvador do mundo. Todos deviam se prostrar diante de José.
Chegaram os sete anos de fertilidade e José mandou recolher todo o excedente das colheitas. Seguiram-se os sete anos de miséria e o povo começou a pedir pão ao faraó. O faraó respondia: "Ide a José". Então José mandou abrir os celeiros. De toda a parte acorria gente ao Egito para comprar trigo
José torna a ver seus irmãos
JOSÉ TORNA A VER OS IRMÃOS
Jacó mandou também seus filhos ao Egito comprar trigo. Mas não deixou que Benjamim fosse, com receio de lhe acontecer algum mal.
José reconheceu seus irmãos logo que os viu, mas eles não o reconheceram. Falou-lhes como a estrangeiros e disse-lhes: "Vós sois espiões!". Eles responderam: "Oh, não, senhor! Viemos de Canaan só para comprar trigo. Somos doze irmãos. O mais novo ficou em casa e o outro... desapareceu!". José fingiu não acreditar e mandou-os prender. Passados três dias, ordenou que viessem à sua presença e disse-lhes: "Se sois de paz, um de vós ficará como refém. Os outros podem voltar, mas devem trazer seu irmão mais novo. Dessa forma saberei que falais a verdade".
Depois deu ordem para que lhes enchessem os sacos, mas teve o cuidado de mandar pôr em cada um o dinheiro da compra. Quando eles chegaram em casa e abriram os sacos, ficaram muito admirados por lá encontrarem o dinheiro
Jacó mandou também seus filhos ao Egito comprar trigo. Mas não deixou que Benjamim fosse, com receio de lhe acontecer algum mal.
José reconheceu seus irmãos logo que os viu, mas eles não o reconheceram. Falou-lhes como a estrangeiros e disse-lhes: "Vós sois espiões!". Eles responderam: "Oh, não, senhor! Viemos de Canaan só para comprar trigo. Somos doze irmãos. O mais novo ficou em casa e o outro... desapareceu!". José fingiu não acreditar e mandou-os prender. Passados três dias, ordenou que viessem à sua presença e disse-lhes: "Se sois de paz, um de vós ficará como refém. Os outros podem voltar, mas devem trazer seu irmão mais novo. Dessa forma saberei que falais a verdade".
Depois deu ordem para que lhes enchessem os sacos, mas teve o cuidado de mandar pôr em cada um o dinheiro da compra. Quando eles chegaram em casa e abriram os sacos, ficaram muito admirados por lá encontrarem o dinheiro
José dá-se a conhecer
JOSÉ DÁ-SE A CONHECER
Tendo acabado o trigo, Jacó disse a seus filhos: "Voltai ao Egito e comprai mantimentos para vivermos". Um dos irmãos respondeu: "Bem queremos ir, mas é preciso levar o nosso irmão mais novo!". Jacó respondeu: "Se assim é necessário, levai Benjamim convosco".
Desceram eles ao Egito com Benjamim. Assim que chegaram à presença de José, ofereceram-lhe presentes e inclinaram-se diante dele até ao chão. Ele retribui-lhes a saudação e perguntou: "O vosso pai ainda é vivo?". Eles disseram: "O nosso pai, vosso servo, ainda é vivo e está com saúde". Então, vendo Benjamim, perguntou: "Este é o vosso irmão mais novo? Deus te abençoe, meu filho". E retirou-se apressadamente para ocultar as lágrimas.
No dia seguinte, não podendo dominar por mais tempo a sua comoção, exclamou a soluçar: "Eu sou José, vosso irmão, a quem vendeste. Ide depressa ter com meu pai e o trazei-me. Eu tratarei de vós". Lançou-se então ao pescoço de Benjamim e , chorando, abraçou-o; abraçou também todos os irmãos. Estes saíram e puseram-se a caminho.
Tendo acabado o trigo, Jacó disse a seus filhos: "Voltai ao Egito e comprai mantimentos para vivermos". Um dos irmãos respondeu: "Bem queremos ir, mas é preciso levar o nosso irmão mais novo!". Jacó respondeu: "Se assim é necessário, levai Benjamim convosco".
Desceram eles ao Egito com Benjamim. Assim que chegaram à presença de José, ofereceram-lhe presentes e inclinaram-se diante dele até ao chão. Ele retribui-lhes a saudação e perguntou: "O vosso pai ainda é vivo?". Eles disseram: "O nosso pai, vosso servo, ainda é vivo e está com saúde". Então, vendo Benjamim, perguntou: "Este é o vosso irmão mais novo? Deus te abençoe, meu filho". E retirou-se apressadamente para ocultar as lágrimas.
No dia seguinte, não podendo dominar por mais tempo a sua comoção, exclamou a soluçar: "Eu sou José, vosso irmão, a quem vendeste. Ide depressa ter com meu pai e o trazei-me. Eu tratarei de vós". Lançou-se então ao pescoço de Benjamim e , chorando, abraçou-o; abraçou também todos os irmãos. Estes saíram e puseram-se a caminho.
José governa o Egito
JACÓ VAI PARA O EGITO (aprox. 1920 a.C.)
Quando chegaram, os irmãos de José disseram a seu pai: "José, vosso filho, ainda vive e é ele quem governa todo o Egito". Jacó não queria acreditar, mas depois disse: "Vou ter com ele. Quero vê-lo antes de morrer". E pôs-se a caminho do Egito. José saiu ao encontro do pai. Chegando à sua presença, lançou-se ao seu pescoço e, chorando, abraçou-o.
Em seguida, José apresentou seu pai e seus irmãos ao faraó. Este disse a José: "Dá-lhes a melhor parte da terra". José estabeleceu-os na região de Géssen.
Jacó viveu ainda 17 anos no Egito. Antes de morrer, abençoou cada um de seus filhos. A Judá disse: "Judá, teus irmãos te louvarão e os filhos de teu pai prostrar-se-ão diante de ti. O cetro não se afastará de Judá até que venha aquele que deve ser enviado e que as nações esperam".
[Depois da morte de seu pai, os irmãos de José recearam que ele quisesse se vingar e foram implorar o seu perdão. José disse-lhes, chorando:"Não temais. Eu cuidarei de vós e de vossos filhos". Prestes a morrer, disse ainda a seus irmãos: "Deus vos reconduzirá à terra que prometeu a nossos pais. Levai os meus ossos convosco". Morreu no Egito com 110 anos. Embalsamaram-no e depuseram-no num caixão.
Quando chegaram, os irmãos de José disseram a seu pai: "José, vosso filho, ainda vive e é ele quem governa todo o Egito". Jacó não queria acreditar, mas depois disse: "Vou ter com ele. Quero vê-lo antes de morrer". E pôs-se a caminho do Egito. José saiu ao encontro do pai. Chegando à sua presença, lançou-se ao seu pescoço e, chorando, abraçou-o.
Em seguida, José apresentou seu pai e seus irmãos ao faraó. Este disse a José: "Dá-lhes a melhor parte da terra". José estabeleceu-os na região de Géssen.
Jacó viveu ainda 17 anos no Egito. Antes de morrer, abençoou cada um de seus filhos. A Judá disse: "Judá, teus irmãos te louvarão e os filhos de teu pai prostrar-se-ão diante de ti. O cetro não se afastará de Judá até que venha aquele que deve ser enviado e que as nações esperam".
[Depois da morte de seu pai, os irmãos de José recearam que ele quisesse se vingar e foram implorar o seu perdão. José disse-lhes, chorando:"Não temais. Eu cuidarei de vós e de vossos filhos". Prestes a morrer, disse ainda a seus irmãos: "Deus vos reconduzirá à terra que prometeu a nossos pais. Levai os meus ossos convosco". Morreu no Egito com 110 anos. Embalsamaram-no e depuseram-no num caixão.
A história da arca
A história da Arca
A história de Noé e do dilúvio, relatado na Bíblia em Gen 6:11 à Gen 9: 19, é uma história verídica e relata o que aconteceu com a humanidade devido sua desobediência para com Deus e que pode ser experimentada em nossos dias.
Noé era o único homem justo que havia na face da terra. Com retidão de caráter, íntegro, temente a Deus e não dado a falatórios humanos.
Deus havia se arrependido de ter colocado o homem na terra, pois este era carnal e a maldade estava se multiplicando. O gênero humano não poderia continuar neste estado de perdição e assim Deus resolveu destruir toda a terra.
Lembrou-se de seu servo Noé a quem muito amava e mandou que este construísse uma arca, dando-lhe todas as medidas dela em côvados, para que ele e sua família ficassem protegidos e não fossem devastados pelas águas que destruiriam o mundo.
Noé começou a construção da arca e todos zombavam dele pois não acreditavam em suas histórias de destruição do mundo, mas mesmo assim, ele acreditou e obedeceu a palavra de Deus.
Chegou o dia de entrarem na arca e Noé fez tudo como Deus havia mandado. Na arca deveriam entrar: Noé com sua mulher, seus filhos com suas esposas e sete pares de animais e aves dos céus que possuem fôlego, para que fossem conservadas as sementes sobre a face da terra.
A chuva começou a cair e inundou toda a terra. Todos os seres vivos que não estavam dentro da arca morreram.
Depois de um período, a chuva parou e a arca vagava sobre as águas, totalmente sem leme e todos os que estavam dentro dela não sabiam onde estavam, mas confiavam que Deus não os havia esquecido.
Em um determinado dia a arca parou, incrustada no ararate. As águas baixaram, mas mesmo assim não era possível descer da arca.
Noé soltou um corvo e este não retornou à arca. Passados alguns dias, Noé soltou uma pomba e esta retornou.
Passados mais alguns dias, Noé soltou novamente uma pomba e esta retornou com uma folha nova de oliveira.
Chegada a hora de saírem da arca, todos os que estavam dentro dela foram saindo e tomando posse da terra. No céu surgiu um arco-íris, como sinal de que nunca mais Deus destruiria a terra.
Noé, em agradecimento, ergueu um altar e ofereceu um holocausto e Deus continuou achando graça nele.
A história de Noé e do dilúvio, relatado na Bíblia em Gen 6:11 à Gen 9: 19, é uma história verídica e relata o que aconteceu com a humanidade devido sua desobediência para com Deus e que pode ser experimentada em nossos dias.
Noé era o único homem justo que havia na face da terra. Com retidão de caráter, íntegro, temente a Deus e não dado a falatórios humanos.
Deus havia se arrependido de ter colocado o homem na terra, pois este era carnal e a maldade estava se multiplicando. O gênero humano não poderia continuar neste estado de perdição e assim Deus resolveu destruir toda a terra.
Lembrou-se de seu servo Noé a quem muito amava e mandou que este construísse uma arca, dando-lhe todas as medidas dela em côvados, para que ele e sua família ficassem protegidos e não fossem devastados pelas águas que destruiriam o mundo.
Noé começou a construção da arca e todos zombavam dele pois não acreditavam em suas histórias de destruição do mundo, mas mesmo assim, ele acreditou e obedeceu a palavra de Deus.
Chegou o dia de entrarem na arca e Noé fez tudo como Deus havia mandado. Na arca deveriam entrar: Noé com sua mulher, seus filhos com suas esposas e sete pares de animais e aves dos céus que possuem fôlego, para que fossem conservadas as sementes sobre a face da terra.
A chuva começou a cair e inundou toda a terra. Todos os seres vivos que não estavam dentro da arca morreram.
Depois de um período, a chuva parou e a arca vagava sobre as águas, totalmente sem leme e todos os que estavam dentro dela não sabiam onde estavam, mas confiavam que Deus não os havia esquecido.
Em um determinado dia a arca parou, incrustada no ararate. As águas baixaram, mas mesmo assim não era possível descer da arca.
Noé soltou um corvo e este não retornou à arca. Passados alguns dias, Noé soltou uma pomba e esta retornou.
Passados mais alguns dias, Noé soltou novamente uma pomba e esta retornou com uma folha nova de oliveira.
Chegada a hora de saírem da arca, todos os que estavam dentro dela foram saindo e tomando posse da terra. No céu surgiu um arco-íris, como sinal de que nunca mais Deus destruiria a terra.
Noé, em agradecimento, ergueu um altar e ofereceu um holocausto e Deus continuou achando graça nele.
A arte de ser feliz
A Arte de Ser Feliz (Cecília Meireles)
Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um chalé.
Na porta do chalé brilhava
um grande ovo de louça azul.
Neste ovo costumava pousar
um pombo branco.
Ora, nos dias límpidos,
quando o céu ficava da mesma
cor do ovo de louça,
o pombo parecia pousado no ar.
Eu era criança,
achava essa ilusão maravilhosa e
sentia-me completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha
janela dava para um canal.
No canal oscilava um barco.
Um barco carregado de flores.
Para onde iam aquelas flores?
Quem as comprava?
Em que jarra... em que sala,
diante de quem brilhavam,
na sua breve experiência?
E que mãos as tinham criado?
E que pessoas iam sorrir de
alegres ao recebê-las?
Eu não era mais criança,
porém minha alma ficava
completamente feliz.
Houve um tempo em que a minha
janela se abria para um terreiro,
onde uma vasta mangueira
alargava sua copa redonda.
À sombra da árvore, numa esteira,
passava quase o dia todo sentada
uma mulher, cercada de crianças.
E contava histórias.
Eu não podia ouvir, da altura da janela,
e mesmo que a ouvisse, não entenderia,
porque isso foi muito longe,
num idioma difícil.
Mas as crianças tinham tal expressão
no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.
Houve um tempo em que na minha janela havia um pequeno jardim seco.
Era um tempo de estiagem,
de terra esfarelada,
e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
homem com um balde e em silêncio,
ia atirando com a mão umas gotas
de água sobre as plantas.
Não era uma rega:
era uma espécie de aspersão ritual,
para que o jardim não morresse.
E eu olhava para as plantas,
para o homem, para as gotas de
água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava
completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante
de cada janela, uns dizem que essas
coisas não existem, outros que só
existem diante das minhas janelas
e outros finalmente, que é preciso
aprender a olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles
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